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19 de Maio de 2017 Humberto Vital - 156 pessoas já leram.


Aécio anuncia licença da presidência do PSDB e indica Tasso Jereissati

Em comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anuncia que irá se licenciar da presidência do partido, cargo que ocupa há mais de quatro anos, para se dedicar à sua defesa. No texto, Aécio indica o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para assumir a presidência do partido de forma interina.

O senador classifica as acusações de “absurdas” e chama as medidas de “equívoco”. Ele diz que trabalhará diuturnamente para provar sua inocência e de sua família. A irmã de Aécio, Andreia Neves, e o primo do senador, Frederico Pacheco, foram presos na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal.

“Em razão das ações promovidas no dia de hoje contra mim e minha família, quero afirmar que, a partir de agora, minha única prioridade será preparar minha defesa e provar o absurdo dessas acusações e o equívoco dessas medidas. Me dedicarei diuturnamente a provar a minha inocência e de meus familiares para resgatar a honra e a dignidade que construí ao longo de meus mais de trinta anos de vida dedicada à política e aos mineiros em especial. O tempo permitirá aos brasileiros conhecer a verdade dos fatos e fazer ao final um julgamento justo. Para isso, decidi licenciar-me hoje da Presidência do PSDB que ocupo há mais quatro anos com extrema honra e dedicação. O Brasil precisa que o PSDB continue a ser o fiador das importantes reformas que vêm mudando o país”, diz a nota.

O senador Aécio Neves (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O SENADOR AÉCIO NEVES (FOTO: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO) 

Aécio afirma ainda que a decisão foi tomada depois de ouvir os colegas do PSDB e indica Tasso Jereissati para ocupar a vaga interinamente.

“Depois de ouvir inúmeros companheiros e seguindo o que determina o nosso Estatuto, estou apresentando à Executiva o nome do senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, para assumir nessa interinidade a presidência do partido. Estou seguro de que, sob seu comando, com o apoio de nossos governadores e prefeitos, de nossas bancadas no Senado e na Câmara, dos nossos diretórios estaduais, de nossos líderes municipais e de todos nós, ele fará o partido seguir de forma firme e corajosa sua vitoriosa trajetória. Aguardarei com firmeza e serenidade que as investigações ocorram e estou certo de que, ao final, como deve ocorrer num país onde vigora o Estado de Direito, a verdade prevalecerá e a correção de todos os meus atos e de meus familiares será reconhecida”, diz o senador.

Como mostrou O GLOBO mais cedo, Aécio foi aconselhado por senadores de seu núcleo mais próximo a pedir o afastamento da presidência do partido. Aécio foi avisado de que sua permanência no cargo é “insustentável” e que ele deveria tomar a iniciativa de deixá-lo, antes que fosse instado pelos correligionários a fazê-lo.

Na manhã desta quinta-feira, senadores do PSDB e o líder do partido na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), se reuniram na casa do senador Tasso Jereissati (CE) para debater a situação de Aécio. Na reunião, os parlamentares ressaltaram que a situação é “extremamente grave” e que não há saída para Aécio, a não ser deixar o comando do PSDB. O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin já determinou o afastamento do senador de seu mandato.

A mensagem foi levada no final da manhã por senadores diretamente a Aécio, em sua residência. A partir daí, os senadores criaram a expectativa de que o anúncio de afastamento da presidência do partido ocorresse ainda hoje. Segundo relatos, Aécio estava extremamente abatido e não teria demonstrado resistência sobre a ideia de deixar a cadeira. Na Câmara, se reuniram para debater a questão e apontaram o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) como substituto de Aécio.

Senadores e deputados do PSDB ainda irão se reunir para definir o nome que ficará no lugar de Aécio e os próximos passos do partido em relação à crise que se desencadeou após O GLOBO revelar que o dirigente tucano teria pedido R$ 2 milhões à JBS para pagar custos de advogados e que o presidente Michel Temer teria dado aval para que a empresa comprasse o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.

Agência O Globo



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